A disfunção erétil é a dificuldade persistente para obter ou manter uma ereção satisfatória para a atividade sexual. As causas são vasculares, hormonais, neurológicas, psicológicas ou medicamentosas e, na maioria dos casos, mais de um desses fatores atua ao mesmo tempo. O tratamento começa pelo diagnóstico da causa: anamnese e exame físico, exames hormonais e metabólicos e, quando há suspeita vascular, ultrassonografia Doppler peniana. A partir do que a investigação mostra, o médico avalia caso a caso as condutas possíveis — correção de fatores de risco, tratamento hormonal quando há deficiência confirmada, medicação oral após avaliação de segurança cardiovascular, terapias intracavernosas e apoio psicológico. Em São Paulo, o Dr. Januário de Souza, urologista e andrologista, atende em Pinheiros e no Itaim Bibi e investiga a causa antes de qualquer tratamento, já que a disfunção erétil pode ser um sinal clínico precoce de alterações cardiovasculares ainda sem diagnóstico.
Revisado por Dr. Januário de Souza — CRM|SP 231164 | RQE 101622 · Última revisão em 15/07/2026.
O que é disfunção erétil?
A ereção é um processo vascular e neurológico complexo: exige estímulo, sinalização nervosa adequada e fluxo sanguíneo suficiente para encher os corpos cavernosos do pênis, além de um mecanismo de retenção venosa que mantém o sangue ali durante o ato sexual. Quando qualquer uma dessas etapas falha de forma recorrente, configura-se a disfunção erétil.
É uma das queixas mais frequentes no consultório do Dr. Januário, tanto em Pinheiros quanto no Itaim Bibi, e também uma das mais mal compreendidas — muitas vezes tratada apenas com a compra de um comprimido, sem qualquer investigação da causa de base.
Quais são os sintomas e sinais de alerta?
- Dificuldade recorrente para obter a ereção, mesmo com desejo sexual presente.
- Dificuldade para manter a ereção até o fim da relação sexual.
- Redução da rigidez em comparação ao padrão anterior do paciente.
- Perda de ereções noturnas ou matinais, sinal frequentemente associado a causas vasculares ou hormonais.
- Ansiedade antecipatória antes da relação sexual, que pode ser causa ou consequência do quadro.
Episódios isolados, associados a cansaço extremo, consumo de álcool ou estresse pontual, não configuram necessariamente disfunção erétil. A atenção deve aumentar quando o padrão se torna frequente ou persistente.
O que causa a disfunção erétil?
Causas vasculares
Aterosclerose, hipertensão e diabetes comprometem o fluxo sanguíneo necessário para a ereção. É a causa mais prevalente em homens acima de 40 anos, e o tabagismo é um fator de risco especialmente relevante.
Causas hormonais
A deficiência de testosterona reduz o desejo sexual e prejudica a qualidade da resposta erétil. Nesses casos, a investigação hormonal completa é indispensável antes de qualquer tratamento sintomático.
Causas neurológicas
Lesões medulares, cirurgias pélvicas prévias, diabetes de longa data e doenças neurodegenerativas podem interromper a sinalização nervosa necessária para a ereção.
Causas psicológicas
Ansiedade de desempenho, depressão e estresse crônico podem ser causa primária, especialmente em homens mais jovens, ou agravante de uma disfunção de origem orgânica já existente.
Causas medicamentosas
Alguns anti-hipertensivos, antidepressivos e outras classes de medicamentos podem interferir na função erétil como efeito colateral, o que deve ser sempre investigado junto ao histórico de medicamentos em uso.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico começa por uma anamnese detalhada sobre o histórico sexual, de saúde geral e uso de medicamentos, seguida de exame físico direcionado. A partir daí, o Dr. Januário pode indicar:
- Exames hormonais, para confirmar ou descartar deficiência de testosterona.
- Avaliação de fatores de risco cardiovascular, como glicemia e perfil lipídico.
- Ultrassonografia Doppler peniana, quando há suspeita de causa vascular, avaliando o fluxo arterial e o mecanismo de retenção venosa durante o estímulo à ereção — exame seguro, indolor e realizado no próprio consultório.
A ordem dos exames não é fixa: ela depende do que a anamnese sugere. Em um homem jovem, sem fatores de risco e com ereções noturnas preservadas, o peso da investigação tende a recair sobre o componente emocional e sobre medicamentos em uso. Em um paciente com hipertensão, diabetes ou histórico de tabagismo, a prioridade é o estudo vascular e metabólico. É comum que a queixa venha acompanhada de outras, como redução de libido ou dificuldade de controle ejaculatório, e a consulta considera esse conjunto em vez de tratar cada sintoma isoladamente.
Quais são as opções de tratamento?
Correção de fatores de risco modificáveis
Controle de pressão arterial, glicemia e peso corporal, com impacto direto na função vascular.
Reposição hormonal
Indicada apenas quando há deficiência de testosterona confirmada por exame, nunca por suposição.
Medicações orais
Indicadas após avaliação de segurança cardiovascular, nunca prescritas sem consulta médica presencial. Há diferentes opções, com perfis distintos de duração e tolerância, e a escolha é avaliada caso a caso — o tratamento medicamentoso da disfunção erétil é detalhado em página própria.
Injeções intracavernosas e ondas de choque
Recursos indicados para casos que não respondem à medicação oral, ou como terapia complementar em casos selecionados de origem vascular.
Apoio psicológico ou terapia sexual
Encaminhamento indicado quando o componente emocional é relevante, muitas vezes em conjunto com o tratamento clínico.
Investigação clínica aprofundada
Além dos exames diretamente relacionados à ereção, o Dr. Januário avalia o quadro dentro de um contexto mais amplo: histórico clínico completo, exames hormonais e metabólicos, qualidade do sono (fator direto na produção de testosterona), saúde mental, uso de medicamentos que possam interferir na função sexual, estilo de vida (álcool, tabaco, sedentarismo) e o impacto da queixa no relacionamento do paciente. Essa visão integrada é o que diferencia um tratamento eficaz de uma simples prescrição sintomática.
Riscos da automedicação
Comprar medicamentos para ereção sem avaliação médica, prática comum e facilitada pela internet, pode mascarar uma causa vascular ou cardíaca grave, além de representar risco real em pacientes que utilizam nitratos ou têm doença cardiovascular não diagnosticada.
Limitações do tratamento medicamentoso
Medicamentos orais para disfunção erétil dependem de estímulo sexual para funcionar e não atuam sobre a causa de base. Em pacientes com deficiência hormonal não corrigida ou fator vascular avançado, a resposta a esses medicamentos costuma ser parcial ou insatisfatória, o que reforça por que a investigação prévia é indispensável, e não uma etapa dispensável para "ganhar tempo".
Quando procurar um urologista?
Procure avaliação sempre que a dificuldade se tornar recorrente, gerar ansiedade antecipatória ou impactar a vida a dois. Quanto mais cedo a investigação é feita, maior a chance de identificar e tratar causas reversíveis antes que se tornem mais complexas.
Também vale antecipar a consulta quando a queixa aparece junto de outros sinais: cansaço persistente, queda de libido, ganho de peso ou alterações de humor, que podem apontar para o eixo hormonal, ou pressão alta, glicemia elevada e tabagismo, que apontam para o eixo vascular. Nesses casos, a avaliação urológica funciona como uma porta de entrada para a saúde geral, não apenas para a queixa sexual.
Como é a consulta em São Paulo?
O atendimento é particular, com consultórios em Pinheiros e no Itaim Bibi. A primeira consulta é essencialmente uma conversa clínica: histórico da queixa, tempo de evolução, presença de ereções noturnas, doenças e medicamentos em uso, hábitos e contexto do relacionamento. O exame físico é direcionado e os exames complementares são solicitados conforme a hipótese levantada, sem bateria genérica.
O retorno é o momento em que os resultados são discutidos e a conduta é definida em conjunto com o paciente, com explicação das opções, do que se espera de cada uma e do acompanhamento necessário. Quando o quadro tem componente hormonal, metabólico ou emocional relevante, o seguimento costuma ser continuado ao longo do tempo. Você pode conhecer o trabalho do Dr. Januário de Souza ou ver todas as áreas de atuação em urologia e andrologia antes de agendar.
Perguntas frequentes
Disfunção erétil ocasional já é motivo de preocupação?
Episódios isolados são comuns e geralmente não indicam um problema estrutural. A preocupação surge quando a dificuldade se torna frequente ou persistente por mais de algumas semanas, o que já justifica uma avaliação médica para identificar a causa.
Disfunção erétil pode ser sinal de problema no coração?
Sim. Os vasos sanguíneos do pênis são menores que os vasos coronarianos, por isso sinais de aterosclerose costumam aparecer ali antes de um evento cardíaco. Por isso o Dr. Januário investiga sempre fatores de risco cardiovascular em pacientes com essa queixa.
Medicamentos para ereção causam infarto?
O risco de infarto é extremamente baixo em pacientes sem problemas cardiovasculares e não é causado pela medicação em si. O perigo está no uso indiscriminado, sem avaliação médica, especialmente em homens com doenças cardíacas não diagnosticadas ou em uso de nitratos.
Existe cura para a disfunção erétil?
Depende da causa. Quando o fator predominante é hormonal, medicamentoso ou psicológico, é comum atingir resolução completa. Quando há dano vascular estrutural mais avançado, o tratamento foca em restaurar a função sexual com segurança, ainda que de forma contínua.
A Ultrassonografia Doppler peniana dói?
Não. É um exame seguro, indolor, realizado no próprio consultório, que avalia o fluxo sanguíneo peniano durante estímulo medicamentoso à ereção, permitindo identificar com precisão causas vasculares.
Fontes e referências
- Ministério da Saúde — gov.br/saude
- Organização Mundial da Saúde (OMS) — who.int
- Conselho Federal de Medicina (CFM) — portal.cfm.org.br
- Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) — sbu.org.br
- International Society for Sexual Medicine (ISSM) — issm.info
Temas relacionados
Agende sua avaliação
Consultórios em Pinheiros e no Itaim Bibi, São Paulo, com atendimento particular e investigação aprofundada.
Agendar pelo WhatsApp