Em reprodução assistida, as técnicas propriamente ditas — inseminação e fertilização in vitro — são conduzidas por equipes de reprodução humana. O papel do urologista e andrologista é outro e vem antes: investigar e tratar o fator masculino. Isso significa entender por que os parâmetros seminais estão alterados, corrigir o que é corrigível, identificar condições de saúde que se manifestaram como infertilidade e entregar à equipe reprodutiva um panorama já estruturado, evitando exames repetidos e decisões tomadas no escuro. Em São Paulo, o Dr. Januário de Souza (CRM|SP 231164 | RQE 101622) conduz essa etapa nos consultórios de Pinheiros e do Itaim Bibi, em articulação com o serviço de reprodução escolhido pelo casal.

Revisado por Dr. Januário de Souza — CRM|SP 231164 | RQE 101622 · Última revisão em 03/08/2026.

Por que investigar o fator masculino antes?

A infertilidade é uma questão do casal, e a participação masculina é frequente — em uma parcela expressiva dos casos há alteração no homem, isolada ou associada a fatores femininos. Ainda assim, é comum que a investigação comece e avance apenas pelo lado feminino, com o homem entrando na história só quando um espermograma é solicitado às pressas.

Inverter essa ordem tem três consequências práticas. Primeiro, causas corrigíveis podem ser tratadas antes, como a varicocele com repercussão seminal, deficiências hormonais e fatores medicamentosos ou de estilo de vida. Segundo, a qualidade do material usado em uma eventual técnica reprodutiva pode ser melhor. Terceiro — e menos comentado — a infertilidade masculina é, em alguns casos, o primeiro sinal de um problema de saúde que merece atenção por si só.

O que a investigação andrológica inclui?

  • História clínica dirigida: tempo de tentativa, antecedentes de infecção, cirurgias, criptorquidia, trauma, uso de medicamentos e de anabolizantes.
  • Exame físico urológico, com avaliação de volume testicular, epidídimos, deferentes e pesquisa de varicocele.
  • Espermograma, geralmente repetido, com análise dos parâmetros conforme critérios laboratoriais padronizados.
  • Avaliação hormonal, que ajuda a diferenciar falha testicular primária de falha do comando cerebral.
  • Ultrassom escrotal com Doppler e, quando indicado, avaliação complementar de acordo com o achado.
  • Investigação genética em situações específicas, como alterações seminais muito acentuadas.

O roteiro completo está descrito na página de infertilidade masculina, e se integra à avaliação andrológica completa quando há também queixa sexual ou hormonal.

Quando a reprodução assistida costuma ser o caminho?

  • Alterações seminais acentuadas sem causa corrigível identificada.
  • Fatores femininos associados que já indicam técnica reprodutiva independentemente do lado masculino.
  • Tempo de tentativa prolongado combinado a idade materna avançada, contexto em que o tempo pesa na decisão.
  • Azoospermia com produção testicular preservada, situação em que técnicas de recuperação de espermatozoides podem ser discutidas.
  • Após vasectomia, como alternativa à reversão cirúrgica, conforme o caso.

Investigar não é perder tempo

Mesmo quando a reprodução assistida já é o caminho mais provável, a avaliação andrológica prévia costuma ser rápida e pode mudar decisões relevantes do tratamento. Ela também identifica condições clínicas que exigem cuidado próprio, independentemente do projeto reprodutivo.

Como funciona a articulação com a equipe de reprodução?

Não há disputa de território: cada especialidade responde pelo que lhe cabe. O andrologista entrega o diagnóstico do fator masculino, o que foi tratado, o que respondeu e o que permanece; a equipe de reprodução define a técnica adequada ao conjunto do casal. Quando a coleta ou a recuperação de espermatozoides exige participação urológica, ela é combinada previamente com o cronograma do ciclo.

Do lado do paciente, o ganho é objetivo: menos exames repetidos, menos idas e vindas e uma explicação única sobre o que está acontecendo. Do lado clínico, decisões tomadas com informação completa.

O que a reprodução assistida não resolve sozinha?

A técnica reprodutiva contorna a dificuldade de fecundação, mas não trata a causa que a produziu. Uma varicocele com repercussão, uma deficiência hormonal, o uso de substâncias que suprimem a produção de espermatozoides — descrito na página de terapia pós-ciclo — continuam presentes depois do tratamento, com impacto sobre a saúde do homem e sobre eventuais novas tentativas.

Nenhum tratamento reprodutivo garante gravidez. O que a investigação prévia oferece é uma decisão mais bem informada, não uma promessa de desfecho.

Quando procurar um urologista em São Paulo?

  • Após doze meses de tentativas sem gravidez, ou seis meses se a parceira tiver mais de 35 anos.
  • Antes de iniciar um ciclo de reprodução assistida, mesmo que o espermograma pareça normal.
  • Diante de espermograma alterado, para investigar a causa em vez de apenas repetir o exame.
  • Se houver histórico de criptorquidia, cirurgia inguinal, infecção testicular ou uso de anabolizantes.

Esta página tem finalidade informativa e não substitui a consulta médica. A conduta depende de avaliação individual do homem e do contexto do casal.

Perguntas frequentes

Preciso de um andrologista antes de procurar reprodução assistida?

É altamente recomendável. A investigação andrológica identifica causas corrigíveis que podem viabilizar a gravidez espontânea, melhorar a qualidade seminal usada no tratamento ou revelar condições de saúde relevantes que apareceram como infertilidade.

O andrologista participa do processo de reprodução assistida?

A condução das técnicas reprodutivas é feita pela equipe de reprodução humana. O papel do urologista e andrologista é investigar e tratar o fator masculino, entregar um panorama estruturado à equipe e acompanhar o paciente ao longo do processo.

Alterações graves no espermograma sempre exigem reprodução assistida?

Não necessariamente. Algumas causas, como varicocele com repercussão seminal, deficiências hormonais e fatores medicamentosos ou de estilo de vida, podem ser tratadas antes, com possibilidade de melhora dos parâmetros. Não há garantia de resultado, mas a investigação muda o caminho em parte dos casos.

Um espermograma alterado já fecha o diagnóstico?

Não. Os parâmetros seminais variam de uma coleta para outra, e um exame isolado alterado costuma ser repetido após intervalo adequado antes de qualquer conclusão. Doenças agudas e febre recentes, por exemplo, alteram o resultado temporariamente.

Homem com azoospermia pode ter filhos biológicos?

Depende da causa. Em parte dos casos de ausência de espermatozoides no sêmen, ainda há produção testicular e existem técnicas de recuperação de espermatozoides usadas em conjunto com reprodução assistida. A investigação define se essa possibilidade existe naquele caso.

Fontes e referências

Agende sua avaliação de fertilidade

Investigação do fator masculino antes de iniciar o tratamento, em Pinheiros ou no Itaim Bibi, São Paulo.

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