O tratamento medicamentoso da disfunção erétil tem como primeira linha os inibidores da fosfodiesterase tipo 5 (PDE5), uma classe de medicamentos que amplifica a resposta vascular natural do pênis ao estímulo sexual. Eles não produzem ereção sozinhos e não corrigem a causa do problema: atuam sobre o mecanismo, enquanto o fator de base — vascular, hormonal, metabólico ou psicológico — continua exigindo investigação e conduta próprias. A prescrição depende de avaliação de risco cardiovascular e de checagem de interações medicamentosas, sobretudo com nitratos. Em São Paulo, o Dr. Januário de Souza (CRM|SP 231164 | RQE 101622) conduz essa avaliação nos consultórios de Pinheiros e do Itaim Bibi antes de qualquer prescrição.

Revisado por Dr. Januário de Souza — CRM|SP 231164 | RQE 101622 · Última revisão em 03/08/2026.

Como agem os medicamentos orais para ereção?

Durante o estímulo sexual, terminações nervosas do pênis liberam mensageiros químicos que relaxam a musculatura lisa dos corpos cavernosos, aumentando a entrada de sangue. Esse sinal é naturalmente degradado por uma enzima, a fosfodiesterase tipo 5. Os medicamentos dessa classe inibem a enzima, o que prolonga e intensifica o sinal já existente.

A consequência prática é decisiva e frequentemente mal compreendida: sem estímulo sexual não há efeito. O medicamento não cria desejo nem dispara ereção espontânea. Quando um paciente relata que "não funcionou", a primeira pergunta costuma ser sobre como o medicamento foi usado — e não sobre trocar de substância.

O que muda entre as opções disponíveis?

Início mais rápido, janela mais curta

Perfil adequado ao uso pontual, planejado com alguma antecedência em relação à atividade sexual.

Janela de ação mais longa

Permite maior espontaneidade ao longo de um período prolongado, perfil usado também em esquemas de uso contínuo em casos selecionados.

Além do perfil temporal, pesam na escolha as interações com medicamentos em uso, condições clínicas associadas, tolerância individual aos efeitos adversos e o padrão de vida sexual do paciente. Esta página não indica substância nem dose: essa definição é ato médico individual.

O que é avaliado antes da prescrição?

  • Risco cardiovascular, porque atividade sexual é esforço físico e a disfunção erétil pode ser sinal precoce de doença vascular.
  • Medicamentos em uso, com atenção especial a nitratos e a fármacos que atuam sobre a pressão arterial.
  • Perfil hormonal e metabólico, já que deficiência de testosterona, diabetes e dislipidemia mudam o quadro.
  • Fatores de estilo de vida: tabagismo, álcool, sono, sedentarismo e estresse.
  • Componente psicogênico, sobretudo quando há ereção matinal preservada ou o quadro é situacional.

Em casos selecionados, entra a investigação vascular por Doppler peniano, que separa um problema de entrada de sangue de um problema de retenção — distinção que muda a expectativa de resposta ao tratamento oral. O quadro clínico completo está descrito na página de disfunção erétil.

Riscos da automedicação

O uso desses medicamentos sem avaliação médica, especialmente em associação com nitratos, pode causar queda acentuada da pressão arterial. Além disso, tratar apenas o sintoma pode adiar o diagnóstico de uma doença cardiovascular ainda silenciosa que a disfunção erétil estava sinalizando.

E quando o medicamento oral não resolve?

Antes de considerar o tratamento como falho, é preciso revisar o básico: se houve estímulo sexual adequado, se o intervalo entre o uso e a atividade foi respeitado, se alimentação e álcool interferiram, se a estratégia usada era a apropriada e se o número de tentativas foi suficiente para julgar. Uma parcela relevante das "falhas" é, na verdade, uso inadequado.

Quando a falha se confirma, o passo seguinte é rever a causa de base — corrigir uma deficiência hormonal, tratar fatores metabólicos, abordar o componente psicogênico — e discutir alternativas terapêuticas, como as injeções intracavernosas e, em quadros refratários avaliados individualmente, a prótese peniana. A escalada só faz sentido depois que a etapa anterior foi realmente esgotada.

O tratamento é para sempre?

Não necessariamente. Quando existe um fator reversível — hormonal, metabólico, medicamentoso ou relacionado ao estilo de vida — corrigi-lo pode melhorar a função erétil e reduzir ou dispensar o uso contínuo. Em quadros com dano vascular estabelecido, o tratamento tende a ser prolongado. Não há promessa de cura nem garantia de resultado: existe uma conduta ajustada ao que a investigação encontrou.

O acompanhamento periódico serve para reavaliar essa equação ao longo do tempo, formato descrito no programa de acompanhamento da saúde masculina.

Quando procurar um urologista em São Paulo?

  • Dificuldade de ereção por mais de alguns meses, em qualquer idade.
  • Antes de usar qualquer medicamento para ereção, sobretudo se você tem doença cardíaca ou usa medicação contínua.
  • Se o medicamento prescrito não está funcionando como esperado.
  • Se surgiram efeitos adversos que dificultam manter o tratamento.

Esta página tem finalidade informativa e não substitui a consulta médica, nem indica medicamento, dose ou posologia. A prescrição depende de avaliação individual, presencial ou por teleconsulta quando adequada ao caso.

Perguntas frequentes

Os medicamentos para ereção funcionam para todo mundo?

Não. A resposta depende da causa da disfunção erétil e da integridade do mecanismo vascular e nervoso envolvido. Em quadros de deficiência hormonal não tratada ou de comprometimento vascular avançado, a resposta tende a ser parcial — motivo pelo qual investigar a causa vem antes de prescrever.

Posso comprar esse medicamento sem receita?

Não é seguro. A prescrição exige avaliação de risco cardiovascular e checagem de interações, especialmente com nitratos, associação que pode provocar queda perigosa da pressão arterial. Produtos vendidos fora do circuito legal ainda somam risco de composição desconhecida.

Existe diferença entre os medicamentos disponíveis?

Sim. As opções da mesma classe diferem principalmente no tempo até o início do efeito e na duração da janela de ação. A escolha considera a rotina do paciente, as demais medicações em uso e as contraindicações identificadas na consulta.

Uso diário ou sob demanda?

As duas estratégias existem e atendem perfis diferentes. A definição depende da frequência da atividade sexual, da causa da disfunção e da tolerância individual, e é feita em consulta, não por conta própria.

O medicamento trata a causa da disfunção erétil?

Não. Ele atua sobre o mecanismo da ereção, não sobre a causa de base. Quando existe um fator vascular, hormonal, metabólico ou psicológico envolvido, esse fator continua exigindo tratamento próprio.

Fontes e referências

Agende sua avaliação

Investigação antes da prescrição, em Pinheiros ou no Itaim Bibi, São Paulo.

Agendar pelo WhatsApp